quinta-feira, 1 de abril de 2010

sábado, 13 de março de 2010

Comentário à história: "A noite em casa da minha avó" de José Fanha


O menino não gostava quando a noite chegava e tinha que ir dormir. Sentia medo. Um medo estranho. Medo de coisas que ele sabia que não existiam. Não gostava da noite.
Para ele a magia da noite só existia quando dormia em casa da avó. Aí sim, havia muitas estrelas no céu, os grilos, os pirilampos cantavam, os cães ladravam ao longe... Aí, a noite não aparecia vestida de medo, era bela e mágica.

Menina com arco (Renoir)

A Janela e o Barco


A janela abriu-se e viu, no rio,
um barco à vela.
Janela: Leva-me contigo.
Barco: Espera tu por mim.
Janela: Fica tu comigo.
Barco: Não consigo.

E partiu
rio acima.
Embaciaram-se os vidros da janela
que soltou as cortinas
a acenar, a acenar
para a esteira de espuma do barco à vela
a escoar-se, na neblina.

Tempo passou.

O barco pois claro que voltou.
Tinha de voltar.
Mal o viu
na esquina do olhar
a janela abriu-se de par em par.

Esta história chegou
ao tempo de acabar,
mas cá para mim, disse a janela,
nunca vai terminar.
Eu sigo, disse o barco.
Eu fico, disse a janela.
E gritou:
Estás ancorado no meu olhar.
As minhas vidraças embaciadas
são o teu lugar cativo.
Para onde quer que vás
hás-de ficar
comigo.

António Torrado

A ponte dos pássaros


Talha


Cachoeira


Pose de carneiro


Água cantante


Ribeiro cascalhante


Água colorida


O lince



Este magnífico trepador de visão penetrante vive tão bem nas florestas como nas planícies e nas montanhas. É parecido com um grande gato, mas as suas orelhas terminam de forma característica num pincel de pêlos pretos e rígidos e, evidentemente, os dentes são muito mais fortes que os do gato! É um animal prudente e paciente que caça de noite. As suas presa são o arganaz, o cabrito-montês, as camurças, as mofetas e, por vezes, os carneiros. É solitário e só vive em casal na época de reprodução, e é por pouco tempo, visto que a fêmea educa sozinha as 2 a 6 crias que nascem dessa união. Os jovens deixam a mãe por volta dos 10 meses de idade e podem viver entre 15 e 17 anos. Os inimigos do lince são o puma, o lobo... e o homem , que o caça pelo o seu pêlo macio e sedoso.

Galaxies Beyond the Heart: Maffei 1 and 2

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Frase 2 "Cantar sem música"

Não há nada mais verdadeiro do que cantar sem música

WISE Infrared Andromeda


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O mato e a ponte

Desenho "O mato e a ponte". M. Barros

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

The Flame Nebula in Infrared


Canção de Leonoreta


Borboleta, borboleta,
flor do ar,
onde vais, que me não levas?
Onde vais tu, Leonoreta?

Vou ao rio, e tenho pressa,
não te ponhas no caminho.
Vou ver o jacarandá,
que já deve estar florido.

Leonoreta, Leonoreta,
que me não levas contigo.

Autor: Eugénio de Andrade

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Star Cluster R136 Bursts Out


A urtiga e mão


Dia de Verão. Hora de sesta.



Queres uma festa? - disse a urtiga à mão.
Esta, esquiva, disse que não.
Depois, que sim.
Irra!
E a sesta acabou em comichão.

Poema de António Torrado

Harley Bradley House (Frank Lloyd Wright)


O Sena perto de Asnières (Renoir)


O Sena perto de Asnières,
por volta de 1879
Óleo sobre tela, 71 x 92 cm
Londres, National Gallery

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Menino Dormindo


Menino dormindo...
Silêncio profundo,
Benvindo, benvindo,
Salvador do mundo!

Noite. Noite fria.
Mas que linda que é!
De um lado Maria
De outro José.

Um anjo descerra
A ponta do véu...
E cai sobre a Terra
A imagem do céu!

Poema de Pedro Homem de Melo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Frase 1 "Pessoa entre multidão"


Não há nada mais verdadeiro que ser pessoa entre a multidão.

Frase sobre personalidade Fernado Pessoa

As cores de IC 1795

A Tristeza



A tristeza
é
não poder ver
as estrelas
que nos fazem sonhar.

Faial I (Gustav Klimt)


Faial I, cerca de 1902
Buchenwald I
Óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Dresden, Modern Galerie

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Alegria




Alegria
são
raios de sol
que surgem por traz
das nuvens
transparentes de água.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1 Dezembro de 1640


No dia 1 de Dezembro de 1640, morto Miguel de Vasconcelos, um numeroso grupo de nobres foi ao Senado Municipal de Lisboa, trouxe a bandeira e fez ecoar, na praça pública, com a aclamação do novo rei, a independência de Portugal.
Fonte: Bilhete Postal do Centenário de Portugal 1640-1940

A Menina que Roubava Gargalhadas



Laura era uma menina que gostava de gargalhadas e não tinha medo de nada. Sempre que via alguém rir, ia a correr roubar-lhe o riso. Abria os olhos com muita força até ficarem cheios de lágrimas, fazia "uh-uh" e deixava a outra pessoa a chorar, porque as lágrimas são tão contagiosas como o sarampo. Depois acabava por ficar muito aborrecida com o barulho do choro que interrompia todas as brincadeiras. É sabido que, enquanto se chora, não se pode fazer mais nada; a rir, mesmo que se tenha de parar um bocadinho para respirar, pode-se fazer tudo, incluindo desenhar (até porque um desenho tremido fica logo parecido com um desenho animado).
A técnica que Laura usava para roubar o riso aos meninos da idade dela era ainda mais fácil. Bastava emprestar-lhe um brinquedo qualquer-Laura tinha tantos brinquedos que já não ligava a nenhum- e tirar-lho das mãos logo a seguir, de repente. Se o menino insistisse em pegar outra vez no brinquedo, Laura partia-o. E depois, ficava sem saber o que fazer com aquelas gargalhadas só dela. Fartava-se de rir sozinha.

Inês Pedrosa, A Menina que Roubava Gargalhadas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Morre lentamente

Morre lentamente.

Vive hoje!!!

Arrisca hoje!!!

Faz hoje!!!

Não te deixes morrer lentamente.

Menina dos Cravos (Amadeo de Souza Cardoso)


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tsunami #1


Ó mãe o meu dedo "mendigo" tem a unha a doer!

domingo, 1 de novembro de 2009